sábado, 13 de junho de 2015

Perdida

Não sei o que estou sentindo. Parece que a cada passo que eu dou, mostro a mim mesma quem eu sou. 
Me sinto como um fracasso. Tudo está vazio. Queria conseguir sentir as coisas. Mas eu tenho medo. 
Dizem que só crescemos quando sentimos a angústia. Os dois últimos anos eu tive os piores momentos da minha vida, e que alguns me trouxeram hoje os melhores momentos. Eu senti o ópio da solidão e da dor. Agora tento me reconstruir. Cansei de deixar vazios na minha vida. Cansei de ser um vazio. A culpa não é do que está ao meu redor, mas era a minha culpa também. 

Hoje não sei onde vou chegar. Sinto a minha alma estraçalhada. Como se eu não pudesse contar nem comigo mesma. Quem eu sou? 
Estou cansada. Me sinto um lixo dentro dessa sociedade. Sociedade está que  é um apanhador de sonhos. O meu está jogado por aí, talvez até mesmo dentro de mim. 

Talvez o problema não seja ser um lixo. Nasta ver a perspectiva do que é lixo onde só tem entulhos com pessoas vazias de si mesmo. 

Mas, enquanto isso eu me perco nos meus sonhos, e estou cansada de não me achar capaz, rapaz. 



Te

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Desejo

Veio como uma ventania. Carregou tudo! Não consigo respirar, só queria voltar.
Fiz as maiores loucuras, tive os melhores desejos e vivi meus maiores medos.
Não me canso de lembrar cada detalhe.
Sempre me falaram para viver e sentir os momentos como se eles acabassem.
Senti e toque. Desejei. Conheci lugares que nem mesmo eu sabia que existiam.
A cada toque da minha mão em sua boca, eu sentia como ninguém havia sentido.
Pensava que ao acordar eu teria que ir embora. Então eu tocava mais uma vez.
Não queria dormir. Não queria !

Mas em seu peito a coisa mais fácil que existe de sentir é o conforto.
Quando me dei conta eu acordava com o seu toque. E quando eu não pensava em
mais nada, o taxi chegou. A hora chegou.

E hoje, a hora parece que nunca chega. Não sei nomear este sentimento.
Nunca senti nada igual. Nunca me falaram que isso que vivemos existe.
E hoje queria só te falar tudo o que eu penso, mas só em pensar já sinto
o calor da loucura e da saudade.

 E agora voltamos para o mesmo lugar, onde a rotina nos consome.



Thati Oliveira 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Um soco no estômago

Parece que levei um soco no estômago. A cada olhar, a cada observação que faço comigo mesma. Como estou exausta! (suspiro forte para conseguir manter o equilíbrio da minha respiração)

Esta semana ficou diferente. Estou de cabeça para baixo. Meus olhos queimam. Tudo queima. Falar queima, e o que eu mais queria era falar. Às vezes acho que regredi, mas pode ser apenas que tenha mudado e começado a ver as coisas de uma outra perspetivam e agora não saiba como me mover.
Apenas queima, tudo queima.

Thati Oliveira

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pearl Jam - Inside Job

Por anos assim...talvez dias, e talvez nunca mais, ou para sempre.
"Underneath this smile lies everythingAll my hopes and anger, pride and shame
Make myself a pact, not to shut doors on the pastJust for today I am free
I will not lose my faithIt's an inside job today
I know this one thing well,...
I used to try and kill love, it was the highest sinBreathing insecurity out and in
Searching hope, I'm shown the way to run straightPursuing the greater way for all human light.
How I choose to feel,... Is how I am.How I choose to feel,... Is how I am.
I will not lose my faithIt's an inside job today
Holding on, the light of nightOn my knees to rise and fix my broken soul
Again.
Let me run into the rainTo be a human light again
Let me run into the rainTo shine a human light today
Life comes from within your heart and desireLife comes from within my heart and desireLife comes from within your heart and desire"




Thati Oliveira

domingo, 8 de setembro de 2013

(desabafo)

Acordei sedenta de saudade
Uma saudade desumana
Corrosiva
Uma saudade de você.
Um peito apertado, saudoso, faminto de você.
A imagem que gira, repete, se transveste de você.

E me perguntam se quero tudo, metade, nada;
Afirmo sem pensar - quero qualquer coisa, menos essa saudade de matar.

Priscilla Fierro (esse tava entalado)

Questionamentos, pra não dizer outra coisa.

Sentada no café, livro em mãos. Levanta a cabeça, olha em volta. Cada pessoa, cada doce, cada fala. Ouve, tateia, cheira. Suspira.
O que pensam ? O que fazem ? Se olham nus nos espelhos de suas casa ? Tem espelhos em suas casas ? Dormem muito ? Pouco ? Não dormem ? Transam com muitos ? Transam com todas ? Se masturbam ? Choram de saudade ? Sorriem com tristeza ? Matam formigas com pó de café ?
Quem são ?
Quem sou ?
Suspira...

Priscilla Fierro

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O dia que resolvi, mas não mudei.

Um eterno debate mental, um inferno no estômago carcomendo as paredes, borbulhando o suco amarelo azedo, subindo ao pulmão gelatinoso que sinto derreter, aos poucos, com cada soco que a cabeça manda o coração acertar.
Uma discussão interna sem meio, sem fim, com mil começos secundários que aparecem com lembranças, anseios, medos, duvidas, medos, duvidas, medos, anseios, lembranças, lembranças, lembranças, duvidas duvidas duvidas duvidas duvidas. Medos.
Grita de lá, sussurra de cá, choraminga, esperneia, se mutila internamente adoecendo o corpo cansado de nada, exausto de tudo, morto de vida.
As pernas pisam no chão frio e logo o peito grita uma bocada de ar que impede de continuar. E quando os olhos abertos nada podem enxergar, só resta fechá-los pra sentir o prazer de não estar.

Priscilla Fierro